sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Janela


De uma janela entreaberta

vejo o mundo lá fora

fascinante, vibrante, realtão marcante e diferente

desse mundo que eu criei só para mim.


Minha ousadia e coragem

não passam de quimeras

sou uma fonte com sede

uma mulher na janela.


Fera ferida que se retrai

confortando cicatrizes

fugindo da própria alma

negando suas matizes.


Como um quadro na parede

não canso de admirar

a porta que me convida

para o mundo conquistar.


E esse forte desejo

vai penetrando-me a pele

entorpecendo os sentidos

tirando-me da janela.


Vou saindo devagar

o pensamento num homem

querendo buscar na selva

esse homem para amar.


Mas a coragem me falta

retrocesso é o que me sobra

encurralada e medrosa

eu volto para a janela.


Tere Penhabe, 19/02/2003

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