
De uma janela entreaberta
vejo o mundo lá fora
fascinante, vibrante, realtão marcante e diferente
desse mundo que eu criei só para mim.
Minha ousadia e coragem
não passam de quimeras
sou uma fonte com sede
uma mulher na janela.
Fera ferida que se retrai
confortando cicatrizes
fugindo da própria alma
negando suas matizes.
Como um quadro na parede
não canso de admirar
a porta que me convida
para o mundo conquistar.
E esse forte desejo
vai penetrando-me a pele
entorpecendo os sentidos
tirando-me da janela.
Vou saindo devagar
o pensamento num homem
querendo buscar na selva
esse homem para amar.
Mas a coragem me falta
retrocesso é o que me sobra
encurralada e medrosa
eu volto para a janela.
Tere Penhabe, 19/02/2003
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